Projeto Vitalbox oferece análise de riscos de desenvolvimento de doenças crônicas

12-12-2013

Projeto Vitalbox oferece análise de riscos de desenvolvimento de doenças crônicas

Em entrevista, Eduardo Quevedo (foto), sócio-fundador e diretor de Desenvolvimento de Negócios e Parcerias Estratégicas da Vitalbox, fala sobre o projeto que, lançado em 2012, está baseado em saúde preventiva e visa incentivar a cultura do autocuidado.


A Vitalbox oferece uma ferramenta on-line de cálculo de riscos à saúde, ou seja, está focada na saúde preventiva. Como surgiu a ideia de criação e quem são os idealizadores desse projeto?

Quevedo: A Vitalbox foi fundada em 2010 e a primeira versão da plataforma foi lançada em novembro de 2012. A ideia surgiu a partir da identificação de várias tendências que indicavam uma transformação no modelo assistencial da saúde, pensar a saúde exigia a necessidade de utilizar tecnologias e processos inovadores. Os quatro sócios fundadores da Vitalbox são Carlos Bassi, Carlos Gomes, Eduardo Quevedo e Marcos Cacalis, executivos de empresas de tecnologia por mais de dez anos.


Em que se baseia o projeto e o que possibilita?

Quevedo: O projeto esta baseado na responsabilização do indivíduo com a própria saúde. Após (o interessado) responder algumas perguntas sobre a própria saúde (antecedentes familiares, dados biométricos, exames de laboratório e hábitos alimentares) entregamos uma análise de riscos de desenvolvimento das doenças crônicas. Não há a necessidade de (o interessado) saber todas as informações, lembraremos as pessoas de atualizar todos os dados no momento adequado. Será possível fazer simulações e definir onde desejam melhorar. De acordo com metas individuais, dicas e orientações são enviadas para influenciar a mudança de comportamento orientada a produzir mais dias saudáveis.


Quais são as principais contribuições dessa ferramenta para a saúde do indivíduo?

Quevedo: A plataforma Vitalbox quer incentivar a cultura do autocuidado através de protocolos reconhecidos pelo Ministério da Saúde e do U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF). Avisamos da necessidade de visitas médicas, exames ou medições dos fatores de risco como pressão arterial, peso e circunferência da cintura. As pessoas deverão assumir a gestão dos principais indicadores da saúde.


Qual é o público-alvo?

Quevedo: Pessoas entre 25 anos e 60 anos de idade, alvo dos principais programas de promoção da saúde.


Há alguma restrição relacionada à idade do usuário ou à existência de doença crônica?

Quevedo: Nenhuma restrição. Queremos melhorar o atendimento assistencial e promover impactos epidemiológicos relevantes entre os brasileiros adultos.


Qual é o percentual de acerto dessa ferramenta na indicação da probabilidade de desenvolvimento de doenças (e quais são elas)? É possível traçar uma estimativa?

Quevedo: Apesar do longo período de pesquisa e desenvolvimento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), o uso individual desta tecnologia é muito recente. Traçamos análises de risco de doenças para cinco anos. O alvo inicial do programa são as DCNT.


A ferramenta permite o acompanhamento da evolução dos resultados? Por qual período?

Quevedo: O próprio indivíduo acompanha a evolução dos seus indicadores de saúde e monitora suas metas individuais. Queremos influenciar as pessoas a fazerem uso deste serviço para o resto da vida.


De que modo os resultados podem contribuir para minimizar o surgimento e/ou o desenvolvimento de doenças e a consequente procura por tratamento médico?

Quevedo: Quando utilizado em larga escala, teremos um número muito grande de pessoas preocupadas em assumir um comportamento social adequado para a prevenção de doenças. Em breve os profissionais de saúde serão envolvidos pelos participantes do programa, os usuários poderão compartilhar as informações com os médicos, que terão acesso às informações do histórico clínico de seus pacientes e poderão influenciar o controle e acompanhar a evolução dos indicadores de saúde.


Por focar a prevenção de doenças, a Vitalbox pode contribuir com empresas e organizações ao traçar a saúde de seus colaboradores e assim direcionar os programas institucionais relacionados à promoção da saúde e bem-estar, bem como com órgãos públicos, associações, clubes e seguradoras de saúde no atendimento aos seus usuários?

Quevedo: Estamos negociando com as principais operadoras de saúde, empresas que fazem autogestão e grandes empregadores para iniciar programas de saúde preventiva, buscamos ampliar o número de adesões em comparação com os programas disponíveis, compartilharemos com os gestores mapas estatísticos e epidemiológicos para aumentar a eficácia das iniciativas para reduzir as vulnerabilidades as DCNT.


Quais são as principais metas da Vitalbox ao oferecer esse serviço?

Quevedo: Queremos impactar grandes populações, buscamos impactar os índices de sinistralidade das empresas e operadoras de saúde nos próximos três anos. Estamos preparados para oferecer o serviço de telemedicina quando autorizado pela legislação local.


E os próximos passos?

Quevedo: Neste final de ano disponibilizaremos a versão móbile, a análise de risco emocional, bem como a integração com equipamentos para coleta de dados e informações de prestadores de serviços de saúde.