Mulheres das centrais se organizam para garantir e lutar por mais direitos

12-08-2015

Seminário Nacional de Gênero e Negociação Coletiva foi organizado pelas centrais e teve apoio da CSA e OIT/ACTRAV

As centrais sindicais Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizaram, nos dias 3 e 4 de agosto, o Seminário Nacional de Gênero e Negociação Coletiva, com o apoio da Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras nas Américas (CSA) e da OIT/ACTRAV.

O objetivo foi traçar um panorama de empresas e setores no processo de negociação coletiva com foco em igualdade, e elaborar propostas para fortalecer a participação das mulheres nas negociações e decisões que envolvem o mundo do trabalho.

O evento contou com palestras que abordaram temas ligados à mulher e sua participação no mundo do trabalho, entre os quais Principais avanços na negociação coletiva, Situação da mulher no mercado do trabalho, Estratégias para que as mulheres participem dos processos de negociação coletiva e Estratégias de incidência na elaboração de políticas públicas que contribuam para diminuir a desigualdade.

A economista Marilene Teixeira, da CISET/UNICAMP, ressaltou que as mulheres precisam lutar pelo desenvolvimento de projetos no Parlamento que priorizem a igualdade entre homens e mulheres, punir as empresas que não promovam igualdade de oportunidade. “Hoje vemos que as empresas não proporcionam oportunidades para que homens e mulheres disputem as oportunidades em condições iguais”.

Marilene disse ainda que as mulheres representam um número muito baixo de dirigentes sindicais que sentam à mesa de negociação com os patrões. “Precisamos mudar este quadro e para isso as mulheres devem se unir e se qualificar para que possam participar cada vez mais do processo de negociação coletiva e lutar por mais direitos.”

A secretária municipal de Políticas para as Mulheres de São Paulo, Denise Motta Dau, fez um levantamento das principais frentes de atuação e alertou que o grande desafio para implantar políticas para as mulheres é fazer um trabalho em conjunto com as demais secretarias do Município. “Fortalecer a luta das mulheres passa necessariamente pela qualificação das mulheres.”

Maria Auxiliadora, secretária nacional de Políticas para as Mulheres da Força Sindical, disse que o movimento sindical tem papel importante para que seja aberto cada vez mais espaço para as mulheres na luta por direitos e a manutenção daqueles já conquistados. “Devemos mobilizar as mulheres trabalhadoras para valorizarmos cada vez mais a nossa mão de obra, já que a realidade que se apresenta ainda é de ocuparmos cargos inferiores em comparação aos homens”.

Auxiliadora ressaltou ainda que foi importante realizar este Seminário para preparar as dirigentes sindicais para a I Conferência de Mulheres, que será realizado pela CSA de 9 a 11 de setembro, no Panamá.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Força Sindical - 4.8.2015