Mais de 2 milhões morrem por ano devido a doenças do trabalho

15-05-2014

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que a cada 15 segundos um trabalhador morre em todo o mundo por acidente de trabalho ou por doença profissional.

Uma triste estatística, divulgada na semana passada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), revela a insegurança que domina o mundo do trabalho. Os dados foram divulgados pela Previdência Social no último dia 28, data em que se comemora o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. Dados da entidade internacional apontam que a cada 15 segundos um trabalhador morre por acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho. O INSS divulgou também dados estatísticos referentes as suas despesas com os acidentes e doenças profissionais no país. A soma atinge R$ 16 bilhões em 11 anos.

No dia 28 de abril de 1969, uma explosão numa mina no estado norte-americano da Virginia matou 78 mineiros. Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) instituiu a data como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Neste dia são celebrados eventos no mundo todo para a conscientização dos trabalhadores e empregadores quanto aos riscos de acidentes no trabalho. A data foi instituída no Brasil pela Lei nº 11.121/05.

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgados em 2013, têm-se:

• 2,02 milhões de pessoas morrem a cada ano devido a enfermidades relacionadas com o trabalho;
• 321 mil pessoas morrem a cada ano como consequência de acidentes no trabalho;
• 160 milhões de pessoas sofrem de doenças não letais relacionadas com o trabalho;
• 317 milhões de acidentes laborais não mortais ocorrem a cada ano;
• A cada 15 segundos, um trabalhador morre de acidente ou doenças relacionadas com o trabalho;
• A cada 15 segundos, 115 trabalhadores sofrem um acidente laboral.

Os dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) colocam o Brasil como o quarto colocado no ranking mundial de acidentes fatais de trabalho.

O informe do INSS traz algumas evidências quantitativas, perspectivas e análises que ajudam a entender o atual estágio de adoecimento, afastamentos e repercussão financeira dos mesmos para o Estado brasileiro. Ademais, aponta nos grandes números os eixos temáticos para fins de formulação de politica pública e aprimoramentos operacionais por parte do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Pode ser acessado no site previdência.gov.br.

Despesas de 16 bilhões

No Brasil, o número também tem crescido, segundo aponta a Previdência Social, cuja despesa atinge quase 16 bilhões de reais em benefícios previdenciários e acidentários (auxílio-doença e aposentadoria por invalidez) no período de 2000 a 2011.


Em se tratando de auxílio-doença, aproximadamente 90% do que o INSS desembolsa para os segurados e/ou dependentes são para o pagamento dos benefícios da espécie B31 (Previdenciário).

Fonte: Diário do Litoral - 12.5.2014